sábado, 6 de agosto de 2011

Para um velho amigo imaginário

Em um mundo cheio de ilusões
Quando você já não sabe qual é sua realidade,
Seu único sonho te traiu
Sua falsa salvação mostrou-te o caminho errado.

O mundo sempre esteve em decadência
Mas cegado, você não viu.
Se entregava inconscientemente
Para mais uma ilusão.

E em mais um simples dia
O azul do céu escondia sua esperança
Confundindo seus olhos, cheios de lágrimas
Via sua alegria partir.
E no final de mais uma ilusão,
Percebes-te que nada pertencia a você
Desde o início. 

sábado, 30 de julho de 2011

Infelizes dias

Dias vão, dias vem
Pessoas passam
Lembranças ficam
Junto da dor que incomoda a alma.
Nesta perturbada mente.
Indesejadas lágrimas escorreram
Me fizeram esquecer
Aquilo que chamam de salvação.
Vida afogada em depressão.
Lastimáveis lembranças
Forçam-me a pensar
Nas escritas de meu epitáfio.

Aqui jaz
A memória de dias que não chegaram.
Ilusão infectou este coração,
Trancou pobre alma em escuridão.


O pior poema que já fiz. Mas, foda-se... Ta ai. 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Poison

Tudo escurece, dos seus olhos escorre sangue
O veneno se arrasta por suas veias.
Perdendo a memória, sofra o inútil arrependimento.
Falta de ar, suas forças acabaram.
Agora fique no chão
Aproveite seus últimos minutos.

Sala, a luz fosca tenta iluminar as paredes brancas

Som de morte, cheiro de morte
A velocidade está diminuindo 
Seu coração está parando.
Sua morte está sendo anunciada. 

Velas, choros

O caixão está indo.
E no fundo de sua tumba
Sua alma morfética acompanhará a decomposição de seu corpo imundo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Minha dor

Vejo o retrato na parede,
A luz se apaga o medo vem.

Fui em frente foi apenas por você
Mas não dá mais para continuar.

A casa está vazia,
As suas flores já morreram.

Me diz onde você está
E de uma vez por todas queime dentro de mim.

À noite eu conto as estrelas,
Mas nuvens negras pairam sobre mim.

Eu preciso da certeza
De que você não brilha mais no meu céu.

Não penso em palavras para dizer
Sobre as coisas que eu não posso acreditar.

Existe um caminho, mas é sem volta
E tudo que eu tenho é a minha dor.


                                                      -Verbo Perfeito

quarta-feira, 29 de junho de 2011

.

No silêncio eu ouço minha alma gritando
Cansada do vazio
Cansada de um coração frio.

E se cada lágrima derramada

For uma gota a menos em nosso amor
Tudo isso se tornou um deserto
Dentro de nossas mentes.

Mas por um momento eu fecho os olhos

E ouço o triste som dos violinos
Por um momento eu ouço o piano demonstrando em melodias
Tudo o que sinto.

Me sinto livre de tudo que não acabou.
Para que ter forças para lutar
Quando já não há mais esperança?

sábado, 11 de junho de 2011

Humanos

Se debatem, em alvoroço.
Matam, por amor.
Racionais ou irracionais
Perigosos animais
Em procura de uma paz inexistente
Retratada em quadros
Onde sangue é o resultado, errado.
Com os olhos cegados
Perderam o amor.
Não encontraram a verdadeira paz
Dentro de si mesmos.

_

Meus sentimentos cairam em decadência
O sol se tornou frio
A lua se tornou vazia.

Noite, bela dama

Rainha da luz do dia.
Esperei anciosamente o crepúsculo
Para que o fim de um amor seja marcado.

O canto dos pássaros se foram
Soam notas de um piano desafinado.
Entre nuvens se foram as estrelas,
A música em meu coração parou.

Enquanto os céus retratam uma história

De um velho e infinito amor,
O meu está partindo, cegando-me para uma vida feliz.
Sozinho, por ser eternamente seu.